QUARTO consiste no duo de artistas Anna af Sillén de Mesquita e Leandro Zappala. Entre 2003 até então eles criaram três séries em três partes: WIP, BELEZA e CORDA. Leandro e Anna investem em longas pesquisas no campo das artes interdisciplinares e seus trabalhos estão profundamente enraizados na interação entre teoria e prática.

Envolvidos em questões filosóficas, relações de poder e os limites do corpo, seus trabalhos buscam gerar pensamento e subjetividade por meio de uma experiência radical, visual e física. Anna e Leandro vivem e trabalham entre duas culturas distintas, a brasileira e a sueca. Essa intersecção entre diferentes culturas implica um modo de vida que caracteriza fortemente suas obras, que são visuais, caracterizam-se como obras abertas, envolvem extrema fisicalidade e também utilizam-se da linguagem de vídeo.

Seus trabalhos são apresentados internacionalmente e já foram vistos em museus, teatros, festivais de dança e galerias ao redor do mundo, por ex. na Holanda (Frascati Theater), Russia (Solyanka State Gallery), Suécia (Moderna Museet, MDT, Dansens Hus, Norrlandsoperan, Inkonst), Alemanha (Ludwig Forum for International Art, Uferstudios, Tanzhaus nrw, IFA Gallery Berlin), Libano (Sursock Museum of Modern Art), Brasil (Panorama Festival), Dinamarca (Dansehallerne, Den Frie Centre of Contemporary Art), Portugal (Serralves Museum of Modern Art), Áustria (DONAU Festival), Inglaterra (Fierce Festival / Birmingham – FestenFest / Cambridge  – Londres), Sérvia (BITEF / Kondenz Festival), Uruguai (FIDCU – International Dance Festival of Uruguay and NIDO – Campo Abierto), Estônia (Notafe Festival), Chile (NAVE – OTROSUR), Polônia (Stary Browar Nowy Taniec / Malta Festival), USA / New York (In the works), La MaMa.

 

Em 2018 QUARTO recebeu o prêmio Birgit Cullberg.

Para o júri deste importante prêmio, “QUARTO é um movimento de resistência ao tempo acelerado do século vinte e um”, acrescentando ainda que “questionam o nosso tempo ao desafiar o significado e existência humanos. Colocam-se fora do seu próprio eu, desumanizando-se a si e ao espectador. Retratam a vida, a morte e o nosso mundo.”

No Museu de Arte Moderna de Estocolmo na ocasião da estréia de THISENTANGLEMENT / 2017©